Arquivo de Mulheres - Advocacia | Propriedade Intelectual - Montaury Pimenta Machado e Vieira de Mello https://novo.montaury.com.br/tag/mulheres/ Mon, 18 May 2026 19:02:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://novo.montaury.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-150700-e1775498851593-150x150.png Arquivo de Mulheres - Advocacia | Propriedade Intelectual - Montaury Pimenta Machado e Vieira de Mello https://novo.montaury.com.br/tag/mulheres/ 32 32 Dia Nacional da Visibilidade Lésbica https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-2025/ https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-2025/#respond Tue, 02 Sep 2025 15:10:22 +0000 https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-2025/ A data foi criada em 1996, durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, para lembrar a existência da mulher lésbica, bem como as violências sofridas e as pautas que são reivindicadas pelo movimento.

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A data foi criada em 1996, durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, para lembrar a existência da mulher lésbica, bem como as violências sofridas e as pautas que são reivindicadas pelo movimento.

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Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-2025/ https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-2025/#respond Fri, 25 Jul 2025 15:10:22 +0000 https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-2025/ Hoje é dia de escutar, reconhecer e honrar histórias que muitas vezes foram silenciadas.

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Hoje é dia de escutar, reconhecer e honrar histórias que muitas vezes foram silenciadas.

Histórias de coragem, resistência e reconstrução. Histórias de mulheres negras que, mesmo enfrentando múltiplas opressões, seguem sendo força motriz de transformação em toda a nossa sociedade.

Entre essas tantas mulheres, lembramos com respeito e admiração de Tereza de Benguela, uma líder quilombola que, no século XVIII, comandou com sabedoria e bravura uma comunidade negra e indígena livre. Sua voz ecoa até hoje como símbolo de liberdade, justiça e esperança.

Neste 25 de julho, que possamos lembrar que igualdade não se alcança com silêncio. Que respeito não se limita a palavras e que justiça verdadeira só existe quando inclui a todos e todas.

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Dia nacional da visibilidade lésbica https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-visibilidade-lesbica-2024/ https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-visibilidade-lesbica-2024/#respond Thu, 29 Aug 2024 15:10:22 +0000 https://novo.montaury.com.br/dia-nacional-visibilidade-lesbica-2024/ O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é uma data estabelecida no Brasil, criada por ativistas lésbicas brasileiras e dedicada à data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, ocorrido em 29 de agosto de 1996.

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O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é uma data estabelecida no Brasil, criada por ativistas lésbicas brasileiras e dedicada à data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, ocorrido em 29 de agosto de 1996.

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Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/ https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/#respond Thu, 25 Jul 2024 15:10:22 +0000 https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/ Em 1992, um grupo decidiu que era preciso se organizar para tentar reverter a violência e desigualdade sofrida pela população negra e que uma solução só poderia surgir da própria união entre mulheres negras.

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Em 1992, um grupo decidiu que era preciso se organizar para tentar reverter a violência e desigualdade sofrida pela população negra e que uma solução só poderia surgir da própria união entre mulheres negras.

Assim, elas organizaram o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas em Santo Domingo, na República Dominicana, onde levaram ao evento, discussões sobre os diversos problemas e alternativas de como resolvê-los. A partir desse encontro, nasceu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. A Rede, junto à Organização das Nações Unidas (ONU) lutou para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

O 25 de julho não é apenas uma data de celebração, é uma data em que as mulheres negras, indígenas e de comunidades tradicionais refletem e fortalecem as organizações voltadas às mulheres negras e suas diversas lutas.

 

Fonte: GOV.BR

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A importância da presença feminina na advocacia https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia/ https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia/#respond Fri, 15 Mar 2024 15:05:26 +0000 https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia/ Pesquisa revela que metade dos advogados do país são mulheres.

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Pesquisa revela que metade dos advogados do país são mulheres.

Iniciativas de escritórios jurídicos promovem diversidade de gênero e raça

Nos últimos anos, houve um aumento significativo na presença feminina na advocacia. De acordo com pesquisa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada em dezembro do ano passado, metade dos advogados do país são mulheres (50%), os homens representam 49% e 1% outras identidades de gêneros.

A pesquisa revelou, ainda, que as advogadas também são mais jovens do que os advogados, o que sugere que a inclusão do público feminino na advocacia cresceu no país. A média de idade das mulheres é de 41 anos, enquanto entre os homens é de 47 anos.

Outro recorte do estudo é sobre a questão racial, a pesquisa mostrou que 64% dos advogados se declaram brancos, mas o levantamento mostrou que essa concentração é significativamente maior entre os advogados mais velhos, acima de 60 anos de idade e com mais tempo de profissão. De acordo com a pesquisa, pretos e pardos estão entre os advogados mais jovens. Isso, de acordo com os pesquisadores, pode indicar a democratização do acesso aos cursos de Direito no país.

Segundo a advogada Joana de Mattos Siqueira, que atua no escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello, a presença feminina na advocacia é crucial para garantir que a profissão seja verdadeiramente representativa da sociedade. “A participação das mulheres na advocacia inspira e empodera outras mulheres a seguirem carreiras jurídicas. A representatividade é um poderoso motivador para as futuras gerações, demonstrando que nós temos um lugar fundamental nos campos profissionais historicamente dominados por homens”, afirma.

A advogada afirma, ainda, que a presença de mulheres negras na área jurídica também é essencial para alcançar uma representação justa e equitativa nos sistemas legais. De acordo com a advogada, a diversidade de gênero não apenas enriquece a profissão, mas também fortalece a capacidade do sistema jurídico de servir a sociedade de maneira mais eficaz. Promover e apoiar mulheres na advocacia é um passo crucial em direção a um sistema jurídico mais inclusivo, justo e equitativo para todos.

Programas de diversidade em escritórios de advocacia

O Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello é um exemplo de escritório que desenvolveu um programa de estágio chamado “Montaury 360°”. A iniciativa visa dar oportunidades para pessoas negras ou de classes sub representadas que são estudantes de direito. Durante o programa, o estudante recebe todo o suporte através de mentorias para se adequar ao mercado de trabalho.

“O projeto é importante pois propõe mudanças na sociedade através da inclusão de jovens negros ou em situação socioeconômica menos favorecida no mercado de trabalho jurídico, diminuindo assim as desigualdades identificadas neste mercado. Além disso, proporciona uma experiência muito rica para os estudantes gerando oportunidades de inserção na área. A intenção chave da iniciativa é dar oportunidades e conhecimentos aos estagiários, que muitas vezes não tiveram chance ao longo de suas vidas”, afirma Joana.

Duas jovens negras, estudantes de direito, que participaram do programa, foram efetivadas no escritório. Uma delas é a Manoelle Bevilacqua, que atua como auxiliar jurídica na área de contencioso. Segundo ela, participar do projeto foi uma experiência que ultrapassou suas expectativas. “Confesso que no começo, não tinha muito ideia de como seria estagiar na área da advocacia, já que não sabia como funcionava um escritório. Fui completamente surpreendida pelo ambiente, que me ofereceu uma bagagem de aprendizado enorme em todas as áreas que passei”, revela.

A jovem enxerga ser fundamental a participação feminina na advocacia. Para ela, ver outras mulheres jovens e negras na profissão gera representatividade, empoderamento feminino, orientação pessoal, diversidade, além de aprendizado nas trocas de experiência.

Ana Beatriz Tavares Soares do Nascimento também participou do programa “Montaury 360°” e, atualmente é estagiária de direito no setor de marcas. A jovem diz que a oportunidade agregou muito em sua carreira. “Tendo em vista que a advocacia privada é majoritariamente elitista, a oportunidade de estagiar e conquistar, minimamente, um espaço e oportunidade agregou bastante na minha carreira e vida até aqui, com oportunidades de Network, Mentorias, Trabalho em equipe e apoio. Sem dúvidas posso afirmar que levarei desse projeto amadurecimento, responsabilidade e resiliência, pois comecei como uma mente de estagiária e hoje já é necessário pensar como advogada para solucionar temáticas do dia a dia e lidar com os casos”, afirma.

 

Fonte:

A importância da presença feminina na advocacia Saiba mais   |   PDF download

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Participação de mulheres na magistratura varia entre 35% e 46% há vinte anos https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos/ https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos/#respond Fri, 15 Mar 2024 15:05:26 +0000 https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos/ Relatório do CNJ conclui que não é possível estabelecer uma tendência de crescimento.

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Relatório do CNJ conclui que não é possível estabelecer uma tendência de crescimento.

A participação feminina na magistratura tem variado entre 35% e 46% há 20 anos, e estacionou em 40% em 2022. Quando consideradas as promoções no Judiciário, para as cadeiras de maior poder, a representação delas cai para 25%. Tanto é assim que dos seis Tribunais Regionais Federais, apenas um é presidido por uma mulher, o mais novo deles, da 6ª Região (Minas Gerais). E se consideradas apenas as magistradas negras, a participação da mulher cai ainda mais: 13% no primeiro grau e 11,2% na segunda instância.

Os dados constam no Diagnóstico Étnico-Racial do Poder Judiciário e no relatório Participação Feminina na Magistratura: Atualizações 2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relatório conclui que a série histórica não permite estabelecer qualquer tipo de tendência de crescimento. Nem projeções de quando seria possível alcançar o patamar de equidade de gênero na magistratura.

“A população brasileira é composta de 51,5% de mulheres e 48,5% de homens. É preciso que a mulher esteja no Poder Judiciário, porque o Judiciário dita normas de conduta, normas de moral”, afirma a ministra Daniela Teixeira, a mais recente mulher indicada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A ministra lembra que, antes de ingressar na Corte superior, a última nomeação de uma mulher havia ocorrido no ano de 2013. A ministra destaca que entre 2023 e 2024, apenas 19 de 62 tribunais brasileiros (Superiores Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais Regionais do Trabalho) aumentaram o número de mulheres na composição. E 24 deles diminuíram.

Para a desembargadora Federal Mônica Sifuentes, presidente do TRF-6, “parece ser uma cultura arraigada, que estamos custando a romper, de que a mulher não é feita para cargo administrativo”. “Ainda há preconceito do mundo masculino quanto a mulheres alcançarem cargos de chefia. No Judiciário, o cargo de chefia se equipara com os que dependem de promoção”, afirma.

De forma geral, segundo a presidente do TRF-6, a discriminação é velada. “Você vê que a mulher vai falar no colegiado e, muitas vezes, é interrompida por colegas, coisa que eles não fazem entre eles. Há também a apropriação de ideias”, afirma.

A justiça trabalhista é o ramo onde a participação feminina é maior, de acordo com o relatório do CNJ. O recorde é do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, em que elas são 60% dos magistrados. Há menos mulheres na Justiça federal, onde a maior representatividade existe no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), de apenas 30%.

Na Justiça estadual, o tribunal com maior participação feminina nos quadros da magistratura é o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), com 48%. A maior Corte do país, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), tem 2.542 magistrados, dos quais 936 são mulheres. Dessas, 894 são juízas e 42 desembargadoras na ativa. Há 310 desembargadores homens.

Chama a atenção que o TJSP nunca teve uma presidente mulher, e teve sua primeira desembargadora em 1997, Luzia Galvão Lopes da Silva. A Corte explica que nunca uma desembargadora se candidatou a cargo. Para se candidatar à presidência é preciso ocupar o cargo de desembargadora ou desembargador, independentemente da antiguidade no cargo.

O TJSP afirma que também foi o primeiro a abrir concurso exclusivo para juízas, para provimento do cargo de desembargadora. O edital foi publicado em 22 de janeiro. A Corte adotou a Resolução nº 525, de 2023, do CNJ, que aprovou a criação de uma política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário.

“Parece haver uma cultura de que a mulher não é feita para cargo administrativo” – Mônica Sifuentes.

Na prática, com a resolução, as Cortes deverão usar uma lista exclusiva de mulheres, alternadamente, com a lista mista tradicional, nas promoções pelo critério do merecimento. O CNJ acompanha o cumprimento da resolução.

A ministra Daniela Teixeira afirma que sempre irá votar em uma mulher nas listas tríplices para o STJ. “Ninguém há de me convencer que, numa próxima lista de Ministério Público, não exista uma só promotora no Brasil inteiro que esteja habilitada para ser ministra do STJ”, afirma. Para ela, é um esforço que tem que ser feito para, se não alcançar a paridade, melhorar a questão da representatividade.

“Para os homens é natural colocar quem eles têm mais afinidade ou com quem convivem mais e, naturalmente, eles convivem mais entre eles, porque a mulher normalmente tem dupla ou tripla jornada e dificuldade em sair depois do trabalho e confraternizar, como os homens”, afirma a desembargadora.

“O argumento era de que as mulheres ingressaram no mercado de trabalho mais tarde e, com o tempo, a diferença iria se resolver. Vemos que não resolveu”, afirma Liz Correa de Azevedo, que participa da coordenação do Movimento Nacional pela Paridade no Poder Judiciário e é juíza federal em Pernambuco.

Ajuíza afirma que existem poucas pesquisas sobre o tema, especialmente que tentem entender por que os dados estão estacionados. Segundo ela, as poucas pesquisas acadêmicas que apontam quais poderiam ser os motivos da estagnação mostram um espelhamento das dificuldades das mulheres na sociedade como um todo, como dupla jornada, maternidade e a percepção social de a mulher não ter condição de lidar com o poder. Liz projeta que uma das possibilidades para a magistratura federal ter menor participação feminina seria a grande mobilidade entre cidades, com mais “idas e vindas”.

A advogada Priscila Corrêa da Fonseca, que entrou na carreira em 1978, fundou seu escritório há 36 anos e atua muito em prol dos direitos das mulheres, observa que ainda hoje há uma relutância em permitir que elas venham a integrar os quadros da magistratura de segundo grau. “Ao que parece, vige, hoje, ainda, o mesmo preconceito com que me defrontei nos anos 80 e 90 quando integrei, como representante da OAB, a banca de ingresso de concurso para a Magistratura e Ministério Público”, diz.

Sócia e líder do Comitê de Diversidade e Inclusão do escritório Montaury Pimenta, Machado e Vieira de Mello, a advogada Joana de Mattos Siqueira diz que em todos os âmbitos do direito as mulheres ainda enfrentam dificuldades para crescer na carreira e chegar a posições de liderança. Ela destaca que o aumento da presença feminina nos tribunais promoveria um ambiente que inspiraria futuras gerações de profissionais do direito.

Por meio de nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) disse defender como medida para a igualdade de gênero a instituição das eleições diretas para a escolha dos cargos diretivos dos tribunais. Considera que, embora longe do ideal, a participação das mulheres na Justiça cresce gradativamente.

 

Fonte:

Participação de mulheres na magistratura varia entre 35% e 46% há vinte anos Saiba mais   |   PDF download

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A importância da presença feminina na advocacia https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia-2/ https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia-2/#respond Mon, 11 Mar 2024 13:33:11 +0000 https://novo.montaury.com.br/a-importancia-da-presenca-feminina-na-advocacia-2/ Pesquisa revela que metade dos advogados do país são mulheres.

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Pesquisa revela que metade dos advogados do país são mulheres.

Iniciativas de escritórios jurídicos promovem diversidade de gênero e raça

Nos últimos anos, houve um aumento significativo na presença feminina na advocacia. De acordo com pesquisa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada em dezembro do ano passado, metade dos advogados do país são mulheres (50%), os homens representam 49% e 1% outras identidades de gêneros.

A pesquisa revelou, ainda, que as advogadas também são mais jovens do que os advogados, o que sugere que a inclusão do público feminino na advocacia cresceu no país. A média de idade das mulheres é de 41 anos, enquanto entre os homens é de 47 anos.

Outro recorte do estudo é sobre a questão racial, a pesquisa mostrou que 64% dos advogados se declaram brancos, mas o levantamento mostrou que essa concentração é significativamente maior entre os advogados mais velhos, acima de 60 anos de idade e com mais tempo de profissão. De acordo com a pesquisa, pretos e pardos estão entre os advogados mais jovens. Isso, de acordo com os pesquisadores, pode indicar a democratização do acesso aos cursos de Direito no país.

Segundo a advogada Joana de Mattos Siqueira, que atua no escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello, a presença feminina na advocacia é crucial para garantir que a profissão seja verdadeiramente representativa da sociedade. “A participação das mulheres na advocacia inspira e empodera outras mulheres a seguirem carreiras jurídicas. A representatividade é um poderoso motivador para as futuras gerações, demonstrando que nós temos um lugar fundamental nos campos profissionais historicamente dominados por homens”, afirma.

A advogada afirma, ainda, que a presença de mulheres negras na área jurídica também é essencial para alcançar uma representação justa e equitativa nos sistemas legais. De acordo com a advogada, a diversidade de gênero não apenas enriquece a profissão, mas também fortalece a capacidade do sistema jurídico de servir a sociedade de maneira mais eficaz. Promover e apoiar mulheres na advocacia é um passo crucial em direção a um sistema jurídico mais inclusivo, justo e equitativo para todos.

Programas de diversidade em escritórios de advocacia

O Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello é um exemplo de escritório que desenvolveu um programa de estágio chamado “Montaury 360°”. A iniciativa visa dar oportunidades para pessoas negras ou de classes sub representadas que são estudantes de direito. Durante o programa, o estudante recebe todo o suporte através de mentorias para se adequar ao mercado de trabalho.

“O projeto é importante pois propõe mudanças na sociedade através da inclusão de jovens negros ou em situação socioeconômica menos favorecida no mercado de trabalho jurídico, diminuindo assim as desigualdades identificadas neste mercado. Além disso, proporciona uma experiência muito rica para os estudantes gerando oportunidades de inserção na área. A intenção chave da iniciativa é dar oportunidades e conhecimentos aos estagiários, que muitas vezes não tiveram chance ao longo de suas vidas”, afirma Joana.

Duas jovens negras, estudantes de direito, que participaram do programa, foram efetivadas no escritório. Uma delas é a Manoelle Bevilacqua, que atua como auxiliar jurídica na área de contencioso. Segundo ela, participar do projeto foi uma experiência que ultrapassou suas expectativas. “Confesso que no começo, não tinha muito ideia de como seria estagiar na área da advocacia, já que não sabia como funcionava um escritório. Fui completamente surpreendida pelo ambiente, que me ofereceu uma bagagem de aprendizado enorme em todas as áreas que passei”, revela.

A jovem enxerga ser fundamental a participação feminina na advocacia. Para ela, ver outras mulheres jovens e negras na profissão gera representatividade, empoderamento feminino, orientação pessoal, diversidade, além de aprendizado nas trocas de experiência.

Ana Beatriz Tavares Soares do Nascimento também participou do programa “Montaury 360°” e, atualmente é estagiária de direito no setor de marcas. A jovem diz que a oportunidade agregou muito em sua carreira. “Tendo em vista que a advocacia privada é majoritariamente elitista, a oportunidade de estagiar e conquistar, minimamente, um espaço e oportunidade agregou bastante na minha carreira e vida até aqui, com oportunidades de Network, Mentorias, Trabalho em equipe e apoio. Sem dúvidas posso afirmar que levarei desse projeto amadurecimento, responsabilidade e resiliência, pois comecei como uma mente de estagiária e hoje já é necessário pensar como advogada para solucionar temáticas do dia a dia e lidar com os casos”, afirma.

 

Fonte:

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Dia Internacional da Mulher https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-mulher-2024/ https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-mulher-2024/#respond Fri, 08 Mar 2024 15:05:26 +0000 https://novo.montaury.com.br/dia-internacional-mulher-2024/ O Dia Internacional da Mulher teve origem no movimento operário e se tornou um evento anual reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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O Dia Internacional da Mulher teve origem no movimento operário e se tornou um evento anual reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A proposta de tornar a data internacional veio de uma mulher chamada Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres. Porém, a data só foi formalizada após uma greve em meio à guerra em 1917, quando as mulheres russas exigiram “pão e paz” — e quatro dias após a greve o czar foi forçado a abdicar, e o governo provisório concedeu às mulheres o direito ao voto.

A greve das mulheres começou em 23 de fevereiro, pelo calendário juliano, utilizado na Rússia na época. Este dia corresponde a 8 de março no calendário gregoriano — e é quando é comemorado hoje.

Fonte: BBC

Veja mais em:

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A importância da presença feminina na advocacia Veja em (Àmbito Jurídico)   |   PDF download

A importância da presença feminina na advocacia Veja em (Marcas e Mercados)   |   PDF download

A importância da presença feminina na advocacia Veja em (Cota Jurídica)   |   PDF download

A importância da presença feminina na advocacia Veja em (Diário do Rio de Janeiro)   |   PDF download

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Participação de mulheres na magistratura varia entre 35% e 46% há vinte anos https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos-2/ https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos-2/#respond Fri, 08 Mar 2024 13:33:11 +0000 https://novo.montaury.com.br/participacao-de-mulheres-na-magistratura-varia-entre-35-e-46-ha-vinte-anos-2/ Relatório do CNJ conclui que não é possível estabelecer uma tendência de crescimento.

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Relatório do CNJ conclui que não é possível estabelecer uma tendência de crescimento.

A participação feminina na magistratura tem variado entre 35% e 46% há 20 anos, e estacionou em 40% em 2022. Quando consideradas as promoções no Judiciário, para as cadeiras de maior poder, a representação delas cai para 25%. Tanto é assim que dos seis Tribunais Regionais Federais, apenas um é presidido por uma mulher, o mais novo deles, da 6ª Região (Minas Gerais). E se consideradas apenas as magistradas negras, a participação da mulher cai ainda mais: 13% no primeiro grau e 11,2% na segunda instância.

Os dados constam no Diagnóstico Étnico-Racial do Poder Judiciário e no relatório Participação Feminina na Magistratura: Atualizações 2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relatório conclui que a série histórica não permite estabelecer qualquer tipo de tendência de crescimento. Nem projeções de quando seria possível alcançar o patamar de equidade de gênero na magistratura.

“A população brasileira é composta de 51,5% de mulheres e 48,5% de homens. É preciso que a mulher esteja no Poder Judiciário, porque o Judiciário dita normas de conduta, normas de moral”, afirma a ministra Daniela Teixeira, a mais recente mulher indicada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A ministra lembra que, antes de ingressar na Corte superior, a última nomeação de uma mulher havia ocorrido no ano de 2013. A ministra destaca que entre 2023 e 2024, apenas 19 de 62 tribunais brasileiros (Superiores Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais Regionais do Trabalho) aumentaram o número de mulheres na composição. E 24 deles diminuíram.

Para a desembargadora Federal Mônica Sifuentes, presidente do TRF-6, “parece ser uma cultura arraigada, que estamos custando a romper, de que a mulher não é feita para cargo administrativo”. “Ainda há preconceito do mundo masculino quanto a mulheres alcançarem cargos de chefia. No Judiciário, o cargo de chefia se equipara com os que dependem de promoção”, afirma.

De forma geral, segundo a presidente do TRF-6, a discriminação é velada. “Você vê que a mulher vai falar no colegiado e, muitas vezes, é interrompida por colegas, coisa que eles não fazem entre eles. Há também a apropriação de ideias”, afirma.

A justiça trabalhista é o ramo onde a participação feminina é maior, de acordo com o relatório do CNJ. O recorde é do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, em que elas são 60% dos magistrados. Há menos mulheres na Justiça federal, onde a maior representatividade existe no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), de apenas 30%.

Na Justiça estadual, o tribunal com maior participação feminina nos quadros da magistratura é o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), com 48%. A maior Corte do país, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), tem 2.542 magistrados, dos quais 936 são mulheres. Dessas, 894 são juízas e 42 desembargadoras na ativa. Há 310 desembargadores homens.

Chama a atenção que o TJSP nunca teve uma presidente mulher, e teve sua primeira desembargadora em 1997, Luzia Galvão Lopes da Silva. A Corte explica que nunca uma desembargadora se candidatou a cargo. Para se candidatar à presidência é preciso ocupar o cargo de desembargadora ou desembargador, independentemente da antiguidade no cargo.

O TJSP afirma que também foi o primeiro a abrir concurso exclusivo para juízas, para provimento do cargo de desembargadora. O edital foi publicado em 22 de janeiro. A Corte adotou a Resolução nº 525, de 2023, do CNJ, que aprovou a criação de uma política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário.

“Parece haver uma cultura de que a mulher não é feita para cargo administrativo” – Mônica Sifuentes.

Na prática, com a resolução, as Cortes deverão usar uma lista exclusiva de mulheres, alternadamente, com a lista mista tradicional, nas promoções pelo critério do merecimento. O CNJ acompanha o cumprimento da resolução.

A ministra Daniela Teixeira afirma que sempre irá votar em uma mulher nas listas tríplices para o STJ. “Ninguém há de me convencer que, numa próxima lista de Ministério Público, não exista uma só promotora no Brasil inteiro que esteja habilitada para ser ministra do STJ”, afirma. Para ela, é um esforço que tem que ser feito para, se não alcançar a paridade, melhorar a questão da representatividade.

“Para os homens é natural colocar quem eles têm mais afinidade ou com quem convivem mais e, naturalmente, eles convivem mais entre eles, porque a mulher normalmente tem dupla ou tripla jornada e dificuldade em sair depois do trabalho e confraternizar, como os homens”, afirma a desembargadora.

“O argumento era de que as mulheres ingressaram no mercado de trabalho mais tarde e, com o tempo, a diferença iria se resolver. Vemos que não resolveu”, afirma Liz Correa de Azevedo, que participa da coordenação do Movimento Nacional pela Paridade no Poder Judiciário e é juíza federal em Pernambuco.

Ajuíza afirma que existem poucas pesquisas sobre o tema, especialmente que tentem entender por que os dados estão estacionados. Segundo ela, as poucas pesquisas acadêmicas que apontam quais poderiam ser os motivos da estagnação mostram um espelhamento das dificuldades das mulheres na sociedade como um todo, como dupla jornada, maternidade e a percepção social de a mulher não ter condição de lidar com o poder. Liz projeta que uma das possibilidades para a magistratura federal ter menor participação feminina seria a grande mobilidade entre cidades, com mais “idas e vindas”.

A advogada Priscila Corrêa da Fonseca, que entrou na carreira em 1978, fundou seu escritório há 36 anos e atua muito em prol dos direitos das mulheres, observa que ainda hoje há uma relutância em permitir que elas venham a integrar os quadros da magistratura de segundo grau. “Ao que parece, vige, hoje, ainda, o mesmo preconceito com que me defrontei nos anos 80 e 90 quando integrei, como representante da OAB, a banca de ingresso de concurso para a Magistratura e Ministério Público”, diz.

Sócia e líder do Comitê de Diversidade e Inclusão do escritório Montaury Pimenta, Machado e Vieira de Mello, a advogada Joana de Mattos Siqueira diz que em todos os âmbitos do direito as mulheres ainda enfrentam dificuldades para crescer na carreira e chegar a posições de liderança. Ela destaca que o aumento da presença feminina nos tribunais promoveria um ambiente que inspiraria futuras gerações de profissionais do direito.

Por meio de nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) disse defender como medida para a igualdade de gênero a instituição das eleições diretas para a escolha dos cargos diretivos dos tribunais. Considera que, embora longe do ideal, a participação das mulheres na Justiça cresce gradativamente.

 

Fonte:

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Fonte: Montaury (YouTube)

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