Arquivo de Contencioso de Propriedade Intelectual - Advocacia | Propriedade Intelectual - Montaury Pimenta Machado e Vieira de Mello https://novo.montaury.com.br/tag/contencioso-de-propriedade-intelectual/ Mon, 18 May 2026 19:00:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://novo.montaury.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-150700-e1775498851593-150x150.png Arquivo de Contencioso de Propriedade Intelectual - Advocacia | Propriedade Intelectual - Montaury Pimenta Machado e Vieira de Mello https://novo.montaury.com.br/tag/contencioso-de-propriedade-intelectual/ 32 32 O mercado ilegal no Brasil: impactos da pirataria e do contrabando https://novo.montaury.com.br/o-mercado-ilegal-no-brasil-impactos-da-pirataria-e-do-contrabando/ https://novo.montaury.com.br/o-mercado-ilegal-no-brasil-impactos-da-pirataria-e-do-contrabando/#respond Tue, 25 Mar 2025 17:04:16 +0000 https://novo.montaury.com.br/o-mercado-ilegal-no-brasil-impactos-da-pirataria-e-do-contrabando/ Os únicos beneficiados com essas práticas são os grupos criminosas! que obtêm lucros elevados com a comercia lizaçâo ilegal.

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Os únicos beneficiados com essas práticas são os grupos criminosas! que obtêm lucros elevados com a comercia lizaçâo ilegal.

A comercialização de produtos ilegais gera prejuízos significativos para diversos setores da economia, afetando consumidores, empresas e governo.
O combate à pirataria continua sendo um grande desafio no Brasil. A reprodução não autorizada de produtos. a utilização indevida de propriedade intelectual e a violação de direitos autorais representam sérios problemas para o País. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade. em 2024, as perdas econômicas decorrentes da pirataria e do contrabando atingiram R$ 468 bilhões – urn valor mais de quatro vezes superior ao registrado em 2014, quando esse levantamento começou. Diante desse cenário alarmante, torna-se essencial adotar medidas eficazes para reduzir os impactos negativos dessas práticas.
Os setores mais afetados foram:

  • Vestuário: perda de R$ 87,4 bilhões;
  • Bebidas alcoólicas: R$ 85,2 bilhões;
  • Combustíveis: R$ 29 bilhões;
  • Material esportivo: R$ 23,3 bilhões;
  • Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos: R$ 21 bilhões;
  • Defensivos agrícolas: R$ 20,5 bilhões;
  • Ouro: R$12,7 bilhões; e
  • TV por assinatura: R$ 12, 1 bilhões

No segmento audiovisual, que inclui pirataria digital de softwares, cursos online, vídeos, músicas e filmes distribuídos ilegalmente, o prejuízo estimado foi de R$ 4 bilhões.
O presidente do Fórum, Edson Vismona, ressaltou que o enfrentamento a esses crimes deve ocorrer em duas frentes: a conscientização da população para reduzir a demanda por produtos ilegais e o fortalecimento das ações de inteligência para desmantelar redes criminosas cada vez mais sofisticadas.
A necessidade de combater a pirataria se reflete em diversos aspectos. Essa prática está profundamente enraizada nos hábitos de consumo da população, abrangendo desde produtos eletrônicos até vestuário e acessórios, principalmente devido ao seu menor custo. No entanto, é fundamental modificar esse comportamento, pois a pirataria gera impactos negativos não apenas para as empresas legalizadas, mas também para a sociedade como um todo. Entre os prejuízos causados pela pirataria, destacam-se:

  • Redução na arrecadação de impostos;
  • Queda na geração de empregos;
  • Financiamento de atividades criminosas; e
  • Comercialização de produtos de baixa qualidade, que podem representar riscos à saúde e segurança dos consumidores

Dessa forma, mesmo que a pirataria possa parecer uma alternativa inofensiva para quem compra produtos mais baratos, suas consequências são severas. O combate a essa prática é essencial para garantir um mercado mais justo e seguro. Mas quais são as estratégias mais eficazes para enfrentar esse problema?
Uma das principais razões que levam os consumidores a adquirir produtos ilegais é o preço acessível. Por isso, uma das abordagens fundamentais no combate à pirataria é a realização de campanhas educativas para alertar sobre os riscos dessa prática e instruir a população sobre como identificar produtos falsificados. Ao apresentar o impacto negativo da pirataria de forma abrangente, é possível promover uma mudança de comportamento e incentivar o consumo responsável.

Outra estratégia fundamental envolve ações governamentais. O Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) desemepenha papel crucial no enfrentamento dessa questão, sendo responsável pelo desenvolvimento de diretirzes e aplicação de medidas voltadas para combater a pirataria, a sonegação fiscal e a violação da propriedade intelectual. Suas iniciativas incluem ações repressivas, educativas e econômicas para envolver toda a sociedade no enfrentamento desse problema.

A Receita Federal tem reforçado suas estruturas de controle e, diariamente, apreende mercadorias ilegais nas fonteiras terrestres, portos e aeroportos. Apenas em 2024, foram recolhidos maisde R$ 3,7 bilhões em produtos contrabandeados e falsificados.

Além disso, é fundamental a implementação de uma combinação de medidas administrativas, como o aumento da fiscalização nas alfândegas, e medidas judiciais, tanto na esfera criminal quanto na cível, para fortalecer o combate à pirataria.

Diante desse cenário, fica evidente que a pirataria impacta negativamente todos os envolvidos: consumidores, que são expostos a produtos de qualidade duvidosa; a indústria, que sofre com queda nas vendas e redução de investimentos e empregos; comerciantes e importadores que operam dentro da legalidade, prejudicados pela concorrência desleal; e o governo, que perde arrecadação tributária. Os únicos beneficiados são os grupos criminosos, que obtêm lucros elevados com a comercialização ilegal. Além disso, há indícios de que os recursos obtidos com a pirataria financiam outras atividade ilícitas, algumas de caráter ainda mais grave.

Fonte:

O mercado ilegal no Brasil: impactos da pirataria e do contrabando - Estadão Veja mais   |   PDF download

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Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy® e o Impacto das Patentes https://novo.montaury.com.br/ozempic-rybelsus-e-wegovy-e-o-impacto-das-patentes/ https://novo.montaury.com.br/ozempic-rybelsus-e-wegovy-e-o-impacto-das-patentes/#respond Fri, 07 Feb 2025 17:04:16 +0000 https://novo.montaury.com.br/ozempic-rybelsus-e-wegovy-e-o-impacto-das-patentes/ Como a Novo Nordisk Revolucionou o Mercado e Mantém sua Liderança.

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Como a Novo Nordisk Revolucionou o Mercado e Mantém sua Liderança.

Os medicamentos à base de semaglutida, comercializados sob as marcas Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, estão revolucionando o mercado farmacêutico global. Ozempic® e Rybelsus® são indicados como adjuvantes à dieta e ao exercício para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 em adultos, enquanto Wegovy® é indicado como complemento a uma dieta hipocalórica e ao aumento da atividade física para controle de peso, incluindo perda e manutenção de peso em adultos e adolescentes maiores de 12 anos. Esses medicamentos atuam reduzindo os níveis de glicose no sangue ao estimular a secreção de insulina e inibir a produção de glucagon.

Desenvolvidos pela Novo Nordisk, Ozempic® foi o primeiro medicamento à base de semaglutida a ser lançado no mercado, seguido por Rybelsus® e, mais recentemente, o Wegovy®. Ozempic® alcançou um sucesso significativo, atingindo um valor de mercado superior a 570 bilhões de dólares. Este feito não apenas posicionou a Novo Nordisk como líder do setor, mas também superou o Produto Interno Bruto (PIB) da Dinamarca, país onde a farmacêutica está sediada, cujo PIB foi de 410 bilhões de dólares em 2023.

Esse sucesso representa um marco importante na história secular da empresa dinamarquesa, que cresceu mais de 30% desde o lançamento desses medicamentos. Grande parte desse crescimento se deve a uma sólida estratégia de proteção por propriedade industrial, aliada à pesquisa e desenvolvimento. Embora o investimento em P&D seja crucial, ele não garante por si só grandes resultados, o que ressalta a importância de uma estratégia bem elaborada. Explica-se.

A pesquisa e desenvolvimento é um setor que envolve altos custos. Estima-se que o custo total para levar um novo medicamento ao mercado pode variar de centenas de milhões a bilhões de dólares, dependendo da complexidade do desenvolvimento e das características específicas do medicamento. Esses custos refletem não apenas as despesas diretas, mas também o risco e a incerteza associados ao desenvolvimento de novos tratamentos, uma vez que muitos potenciais fármacos não chegam a ser aprovados. Portanto, o retorno nem sempre (ou quase nunca) é garantido. Investir no desenvolvimento de novos produtos é, de certa forma, semelhante a investir na bolsa de valores. O gerenciamento adequado da proteção por patentes é crucial para garantir o retorno necessário para que o investimento valha a pena e para possibilitar novos investimentos.

O sistema de proteção por patentes funciona como um incentivo crucial para a inovação, oferecendo uma “recompensa” aos inventores e promovendo o avanço tecnológico. Ao patentear uma invenção, o titular obtém o direito exclusivo previsto em lei de explorar comercialmente a invenção e, consequentemente, de excluir terceiros, sem o seu consentimento, de usar, colocar à venda, vender ou importá-la. Esse direito exclusivo, que no Brasil dura 20 anos a partir da data de depósito da patente, assegura que o detentor da patente possa obter retorno financeiro absoluto sobre seu investimento em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a proteção por patentes pode proporcionar uma vantagem competitiva significativa, permitindo que a empresa recupere os altos custos associados ao desenvolvimento de novos produtos e obtenha uma posição sólida no mercado.

No caso do Ozempic®, a proteção por patentes foi fundamental para garantir que a Novo Nordisk pudesse colher os frutos de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A patente não só protege sua inovação, mas também permite que a empresa se destaque no mercado global, consolidando seu sucesso e reforçando a importância estratégica da propriedade intelectual na indústria farmacêutica.

Atualmente, no Brasil, o portifólio da Novo Nordisk relacionado à semaglutida inclui pelo menos seis patentes e quatro pedidos de patente em exame, que cobrem composições farmacêuticas, dispositivos de injeção portátil e usos médicos. Embora a patente do composto semaglutida expire em 2026, o portifólio de patentes adicionais e os pedidos de patente em exame perante o Instituto da Propriedade Industrial (INPI) permitem à Novo Nordisk estender a proteção de suas inovações e manter uma posição competitiva no mercado. Assim, ao abranger diferentes formulações e dispositivos de injeção (considerando que alguns medicamentos são soluções injetáveis administrados por meio de um sistema de aplicação), essas patentes adicionais ajudam a empresa a continuar protegendo seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento relacionados ao composto, consequentemente, assegurando uma continuidade na exclusividade do mercado por um período adicional.

No entanto, embora a proteção por patentes desempenhe um papel importante na garantia do retorno financeiro sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento, é importante reconhecer que essa proteção não pode ser excessiva. Eventualmente, todas as patentes expiram, permitindo que outras empresas entrem no mercado e ofereçam produtos genéricos/similares. Esse processo de expiração é uma característica essencial do sistema de patentes, que busca equilibrar a proteção da inovação com a promoção da concorrência.

A entrada de novos concorrentes pode trazer benefícios ao mercado, como a redução de preços e o aumento da disponibilidade de opções para os consumidores. Além disso, a competição estimula a inovação contínua, levando a melhorias nos produtos e serviços oferecidos.

Portanto, enquanto a proteção por patentes é essencial para assegurar o retorno sobre o investimento e manter uma posição competitiva, é igualmente importante que a transição para um mercado mais competitivo ocorra de maneira justa e eficiente, favorecendo tanto a inovação quanto o acesso dos consumidores. Neste contexto, a expiração da patente do composto semaglutida, prevista para 2026, já impulsiona discussões relevantes no Brasil. A prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, avalia a implementação do uso de semaglutida na rede pública para pacientes com diabetes tipo 2. Essa iniciativa reflete o impacto positivo da entrada de genéricos/similares no mercado e demonstra a importância de equilibrar a proteção patentária com a ampliação do acesso à saúde.

Assim, à medida que o mercado de medicamentos evolui, é fundamental que as empresas farmacêuticas, como a Novo Nordisk, mantenham um equilíbrio entre a proteção de suas inovações e a necessidade de um mercado competitivo. A proteção por patentes oferece uma vantagem estratégica importante, mas também deve ser acompanhada por uma visão de longo prazo que considere a entrada de novos concorrentes, a sustentabilidade do sistema de saúde e a ampliação do acesso aos tratamentos.

 

Fonte:

Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy® e o Impacto das Patentes - Rvista Fator Brasil Veja aqui   |   PDF download

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O acordo Mercosul e União Europeia e a propriedade intelectual https://novo.montaury.com.br/o-acordo-mercosul-e-uniao-europeia-e-a-propriedade-intelectual/ https://novo.montaury.com.br/o-acordo-mercosul-e-uniao-europeia-e-a-propriedade-intelectual/#respond Tue, 28 Jan 2025 17:04:16 +0000 https://novo.montaury.com.br/o-acordo-mercosul-e-uniao-europeia-e-a-propriedade-intelectual/ Como amplamente noticiado, o Mercosul e a União Europeia lograram anunciar o fechamento do tão esperado acordo comercial, que tem por objetivo reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação de produtos de forma progressiva. Se for confinnado pelo...

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Como amplamente noticiado, o Mercosul e a União Europeia lograram anunciar o fechamento do tão esperado acordo comercial, que tem por objetivo reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação de produtos de forma progressiva. Se for confinnado pelo bloco europeu, irá criar a maior zona de livre comercio no numdo, com cerca de 700 milhões de consumidores e um PIB conjunto de aproximadamente US$ 21,3 trilhões. Juntos, os dois blocos representam 25% do PIB mundial. São números impressionantes.

Com esse acordo, há previsão de que mais de 90% das exportações do Mercosul para a Europa tenham as tarifas de importação zeradas nos próximos dez anos. O restante terá acesso preferencial por meio de cotas exclusivas. A expectativa é que haja um crescimento das exportações para a UE para quase 100 bilhões de dólares até 2035. Os principais produtos que serão beneficiados serão os agrícolas tais como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo deve aumentar a competitividade para alguns setores da indústria, como têxtil, químico, madeireiro, aeronáutico e de autopeças.

As indicações geográficas de produtos agrícolas brasileiros, como as de cachaça, queijos, café e vinho, cujo reconhecimento pelo INPI vem aumentando significativamente nos últimos dois anos, serão igualmente reconhecidas e protegidas no território europeu.

Esse é o acordo comercial mais amplo e de maior complexidade já negociado, fazendo parte do pacto, marcos regulatórios, tarifas alfandegárias, regras sanitárias, propriedade intelectual e compras públicas onde empresas brasileiras poderão, por exemplo, participar de licitações no bloco europeu, facilitando o acesso de produtos do Mercosul na União Europeia, principalmente os agrícolas.

No que se refere à propriedade intelectual, devemos destacar os compromissos obtidos com o acordo do Mercosul em relação à proteção das indicações geográficas dos produtos brasileiros que irão ingressar na Europa. As indicações geográficas de produtos agrícolas brasileiros, como as de cachaça, queijos, café e vinho, cujo reconhecimento pelo INPI vem aumentando significativamente nos últimos dois anos, serão igualmente reconhecidas e protegidas no território europeu. Merecendo igual destaque os compromissos firmados nas áreas de patentes, marcas, desenhos industriais e direitos autorais.

Tais compromissos ensejarão um virtuoso incremento no sistema de proteção da propriedade intelectual, pois com a esperada cooperação internacional e transferência de tecnologia entre os membros do bloco e um sistema adequado de proteção desses ativos, teremos um ambiente propício à atração de investimentos no país.

Nesse contexto, deve-se mencionar a importância do registro de ativos de propriedade industrial que circularão nesse imenso território. Existem sistemas de registros internacionais que facilitam a proteção e garantem que os ativos de PI de empresas brasileiras sejam protegidos nos mercados internacionais. No que tange às marcas, existe o Protocolo de Madrid, administrado pela OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual, que facilita o registro em todos os mais de 100 países membros e a Marca Europeia, que consiste em um sistema único de registro de marcas que abrange todos os países do Bloco Europeu.

Quanto a este importante ativo, ou seja, a marca de um produto ou serviço, cumpre destacar que, de nada adianta efetuar investimentos, dispender esforços e projetá-la lá fora se, eventualmente, uma empresa for surpreendida pelo fato de um terceiro, agindo de má-fé, ter depositado ou obtido o registro para uma marcar idêntica ou semelhante à de sua titularidade no país onde se pretender iniciar operações, impedindo, consequentemente, a legítima titular da marca de comercializar seus produtos naquele mercado.

Ao assegurar a devida proteção aos direitos, sejam eles patentes, marcas, desenhos industriais ou qualquer outra criação passível de proteção no âmbito da propriedade intelectual ou industrial, o seu titular alcança a necessária segurança para as exportações a um custo relativamente baixo, evitando potenciais desgastes e protegendo os seus ativos mais importantes. Assim, diante do ambiente propício às exportações que se vislumbra para os produtores brasileiros, é recomendado que diligenciem a proteção dos seus direitos, a fim de que não sejam surpreendidos no futuro.

Fonte:

O acordo Mercosul e União Europeia e a propriedade intelectual - Gazeta do Povo PDF download

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